Feeds:
Posts
Comentários

Já que as receitas de sabonetes, amaciantes e outros produtos de limpeza eco-friendly fizeram tanto sucesso, decidi postar aqui um passo-a-passo do amaciante.

Anotem:

INGREDIENTES:

sabonetes picados

.

.

.

Eu piquei vários restos de sabonete que tinham aqui em casa. Pra deixar o amaciante mais bonitinho, escolhi sabonetes verdes e brancos.

.

.

.

2 colheres de sopa de Leite de Rosas

.

.

.

Encontrado em qualquer farmácia. Ainda não consegui desvendar todos os ingredientes do Leite de Rosa, mas eles me parecem menos tóxicos do que Cloreto de diestearil dimetil amônio.

.

.

.

.

4 colheres de Glicerina

.

.

.

.

Encontrada em qualquer farmácia também. E é glicerina, não nitro-glicerina. =)

.

.

.

.

5 litros de água

.

.

.

E aqui, baldes e baldinhos são bem-vindos.

.

.

.

MODO DE PREPARO:

fervura

.

.

Ferva 1 litro de água com os sabonetes picados até dissolver. A experiência mostrou que:

1. É melhor ralar o sabonete. Quanto menor, melhor.

2. Cuidado com a espuma! Nesse caso, quanto maior a panela, melhor.

.

.

adicione a glicerina

.

.

.

Junte os outros 4 litros de água fria e as 4 colheres de glicerina. Mexa bem para misturar.

.

.

.

adicione o Leite de Rosas

.

.

.

Adicione as 2 colheres de Rosas e mexa bem.

.

.

.

.

engarrafe

.

.

.

.

Com a ajuda de um funil coloque o líquido em garrafas. Esse processo pode gerar um pouco de espuma, por isso…

.

.

.

retire a espuma

.

.

… aperte as garrafas em uma pia, para retirar o excesso de espuma.

.

..

.

.

voila!

.

.

E voila! Está pronto o seu amaciante caseiro.

Testado e aprovados nas roupas aqui de casa. Use com moderação. A medida é praticamente a mesma de um amaciante comum.

Machismo, a burca brasileira

by Made Underground (flickr/cc)

Desde que decidiram que o homossexualismo é uma ofensa, o futebol se mostrou um campo fértil para a homofobia. Para ofender o torcedor do time adversário, basta fazer comentários sobre a orientação sexual da torcida ou dos jogadores do time. Isso tudo porque, teoricamente, “futebol é coisa de macho” e macho que é macho gosta é de mulher. Mesmo que uma jogadora brasileira tenha sido eleita a melhor do mundo e que milhares de homens gays usem de uma enorme dose de coragem para não viverem amarrados pelo que sua avó acha ser o certo.

Nesse sábado, um colunista do jornal O Tempo escreveu um artigo falando sobre esse assunto, e como a torcida do cruzeiro estava associada ao mundo gay. Vejam bem, ele não teve a intenção de dizer que a torcida cruzeirense é composta de homossexuais, e sim traçou hipóteses sobre os motivos dessa associação. Só que o fato de ele ser gay e cruzeirense falou mais alto que tudo que ele escreveu.

Nos comentários, dezenas apagados por conterem ofensas ou palavrões, há desde ofensas à credibilidade do jornal até “piadas” sobre a sexualidade de atleticanos e cruzeirenses. O fato de a torcida do cruzeiro ter um torcedor gay virou uma piada tão grande que eu não consegui distinguir os comentários sérios dos jocosos.

E o que eu tenho a ver com isso, se não sou homem, não sou gay e não gosto de futebol? Tudo. Porque é esse tipo de pensamento e raciocínio que idolatra o machismo que coloca essa “filosofia” no nosso caminho todos os dias. E é por isso que quando eu e inúmeras mulheres aparecem em um ambiente predominantemente masculino, como construções, bares, oficinas, e outros, sempre somos encaradas como um pedaço de carne que está ali puramente para o “entretenimento” dos “machos”.

Levei muito tempo para me sentir bem usando saia sem meia-calça, simplesmente por causa desse comportamento idiota. E muitas mulheres ainda têm medo (medo mesmo) de usar determinadas roupas, porque sabem que os homens vão ficar olhando, fazendo piadinhas, comentando. Nesse cenário, pra quê burca, se temos toda a censura social a favor do machismo?

E isso lembra, é claro, a aluna da Uniban, que foi quase linchada e estuprada por centenas de universiatários que acharam que ela estava “causando” por usar uma mini-saia rosa! Imagina quantas meninas mais não ficaram com medo de usar esse tipo de roupa. E aí passam a escolher o modo como saem às ruas pelo medo, não pelo conforto, beleza ou estilo. Realmente, isso deixa a ditadura da moda no chinelo.

Desde que a internet surgiu, muitos estudiosos se perguntam qual é o impacto que essa ferramenta vai gerar nas pessoas, e consequentemente no mundo. Alguns dizem que com a internet o mundo vai ser um lugar mais democrático, outros dizem que vai ficar tudo igual.

No Vote na Web você pode opinar sobre projetos de lei

Aí surgiu um pesquisador chamado Lee Salter com um pensamento diferente: em vez de ficar quebrando a cabeça tentando descobrir o impacto que a internet (e as novas tecnologias) vai causar na sociedade, porque não analisar o impacto que as pessoas geram na internet? “A internet não é passiva, mas moldada pelas formas como é usada” disse ele.

Isso quer dizer que a internet não será boa ou má, democrática ou conservadora, se as pessoas que fazem uso dela não agirem com essa intenção. A rede fornece um número enorme de ferramentas para que a sociedade se torne realmente mais livre, mais democrática e menos preconceituosa. Mas a internet não vai fazer nada sozinha, é preciso que as pessoas utilizem a ferramenta com esse fim.

Estou tocando nesse assunto porque descobri uma iniciativa super bacana para aproximar as pessoas das decisões que são tomadas no Congresso Nacional. É o site Vote na Web. Lá você pode dizer se aprova ou não projetos que estão sendo votados no Senado e na Câmara dos Deputados.

Os votos de todo mundo que opinão vão formando uma “opinião do povo” sobre o assunto. Claro que não é 100% preciso, mas quanto mais pessoas votarem, mais esses dados vão se aproximar do que pensa o povo brasileiro. Além disso, o site é extremamente bem feito, criado pela WebCitzen.

Atualização

Nessa quarta, liguei de novo para a Transportadora Americana. Consegui falar com uma moça que resolvia simplesmente tudo. Ela me disse que o meu pedido chegaria naquele mesmo dia. Como eu falei que só teria gente em casa até as 17h, ela pediu para que eu ligasse para ela por volta das 16h, caso o produto não tivesse sido entregue.

Nem precisei ligar. Os próprios entregadores entraram em contato com o pessoal lá de casa e entregaram o pedido às 17h. Problema resolvido.

Isso é tudo o que eu sei sobre a entrega

A exemplo de outros blogueiros, venho aqui contar a minha própria frustração com uma prestadora de serviços. Faço isso porque acredito que a internet deve ser mais uma ferramenta de consolidação de direitos, no caso os do consumidor.

Pois o caso é que encomendei um produto, no último dia 9, que deve ser entregue pela Transportadora Americana. O pedido nem vem do exterior, vem do estado de São Paulo. Aliás, o produto em questão está desde o dia 13 na sede da empresa em Contagem, esperando para ser entregue na cidade vizinha de Belo Horizonte (são cerca de uma a meia hora, dependendo de qual local se sai).

O acompanhamento do pedido pode ser feito pela internet. Porém, no local em que deveria estar estabelecida a previsão de entrega, estava escrito: “entrega será agendada com o destinatário”. Então, eu presumi que eles iriam entrar em contato, através dos telefones que eu dei, para saber qual horário haveria gente em casa para receber o produto.

Nessa sexta passada, dia 13, a empresa, muito eficientemente, veio entregar o pedido no próprio dia que o recebeu. Acontece que, às 16h23, não havia ninguém em casa. Começou o meu pesadelo. Na empresa na qual comprei o produto, está estabelecido que, após três tentativas de entrega mal-sucedidas, o produto volta para a fábrica de origem, portanto em São Paulo.

O longo caminho da nota fiscal
Começou a odisseia para tentar ter em mãos um produto que já é meu, pelo qual paguei, inclusive pela entrega (e não foi barato). No sábado de manhã, liguei no telefone fornecido no pé do site, acredito que em algum lugar próximo a Campinas. O funcionário me disse que eu poderia ligar para reagendar a entrega, mas teria que ligar na segunda, no horário comercial. Bom, eu pensei, tudo bem, eles não são obrigados a fazer entregas no sábado, ok.

Na segunda liguei novamente. O tal do telefone que eu havia falado no sábado só dava ocupado. Literalmente duas horas de tentativas depois, consegui descobrir um telefone de um outro escritório no site. Conversei com um funcionário, que tentou me transferir para o setor que estava com o ramal ocupado. Escutei musiquinha de elevador até cair a ligação.

Liguei de novo no telefone de escritório e pedi o telefone da filial em Contagem. Três ligações, diversas transferências e muita musiquinha depois, cheguei na funcionária que poderia reagendar a entrega em um horário conveniente pra mim. Porém, o que ela me disse, pasmem, é que não poderia reagendar a entrega naquele momento porque “a nota fiscal ainda não retornou para mim”. Ou seja, ela não poderia resolver o meu problema porque o documento do produto não estava na mão dela.

Ela então pegou o meu contato e falou que me retornaria assim que tivesse a nota em mãos. Pensei: bom, ela está na filial de Contagem, o produto também, deve ser só uma questão de ir na sala ao lado, ou descer até tal departamento, e ela deve me ligar em alguns minutos. Mas nada. No final da manhã (cerca de 1h e meia depois), retornei a ligação e fui informada que a tal funcionária não poderia falar porque “estava tomando café”. Realmente, fui ingênua em acreditar que ela estaria procurando uma solução para o meu problema, ela não era bem o tipo de funcionária empenhada que eu tinha em mente.

Diante da minha incredulidade, me passaram para a tal funcionária “do café”, que me afirmou que havia certa burocracia quando uma entrega não era realizada, e era preciso esperar um pouco mais, mas ela me ligaria.

Ainda lembro dela dizer: “não se preocupe, deve chegar hoje, ou no máximo amanhã” (eu fiquei imaginando se ela estava falando do produto que chegaria na minha casa ou se era da nota que chegaria nas mãos dela). Bom, quase 48 horas depois, estou completamente no vácuo. Não recebi ligação, não recebi produto, e quando fui consultar o site, percebi que um “Conhecimento de Reentrega” foi emitido esta noite.

Tou na dúvida. Será que se eu ligar amanhã de novo vai atrasar ou agilizar a entrega?

Cliente, quem?
O que me irrita nisso tudo não é o atraso. Até porque o prazo de entrega estabelecido por eles vai até quinta. Mas é a falta de respeito pela pessoa para a qual eles realmente trabalham. No meu caso, não cheguei a ficar plantada em casa, porque tinha outras pessoas para fazer isso por mim, enquanto eu vou trabalhar (por sinal em Contagem, que ironia!). Mas será que uma tranportadora tão bem cotada (no site eles exibem vários prêmios) não poderia AO MENOS me informar qual dia e horário vai me entregar o produto? Se ao menos eu soubesse o turno já ia aliviar a barra pras pessoas aqui de casa. Sem falar, que não são todos horários que tem gente aqui, e o meu pedido corre o risco de voltar pra São Paulo.

Porque é tão difícil reagendar um horário para entrega? A funcionária não poderia ter anotado o horário no qual há gente em casa, reagendado, e soltado depois a informação no site? Porque pra mim, continua sendo um mistério quando esse produto vem aqui pra casa.

Enquanto isso, eles continuam retendo um produto pelo qual eu paguei, e que agora está a cerca de 20 km da minha casa, (espero que bem) estocado em algum galpão, enquanto eu fico tentando imaginar o que aconteceu.

O Denis Russo, jornalista das causas sustentáveis, teve esse mesmo problema com o Ponto Frio. Veja aqui o caso dele (intitulado “Prisão Domiciliar”) e aqui o que aconteceu depois que ele reclamou. Amanhã provavelmente vou ligar para a Transportadora e ver o que pode ser feito. Se eles perderem o prazo de entrega, é Procon na certa.

O arame farpado da história

Consegui montar uma imagem que descreve bem o que eu quis dizer no texto anterior.

cercag

Uma imagem não vale por mil palavras?

O fio da História

canoaTenho um amiga de muitos anos. Ela é um pouco mais velha que eu, e tem cinco filhos com seu marido (anticoncepção não é lá o forte dela). Quando ela casou, já grávida pela primeira vez, foi morar numa casa linda com seu esposo, num sítio. Na realidade, os pais do seu marido também moravam lá. Ela diz que gosta, porque assim os avós podem ver os netos crescerem. A menina mais velha dela se parece muito com ela, tem os mesmos olhos verdes, o mesmo sorriso e a mesma inteligência aguçada. O mais novo acabou de aprender a andar. As crianças sonhavam em andar de barco no lago que tinha perto da cidade, e por isso eles estavam construindo uma canoa.

Mas no mês passado, recebi notícias tristes. O governo alegou que as terras do marido dela eram públicas e teriam que ser expropriadas. Ela passou duas semanas reunindo todos os documentos que possuía, falando com todas pessoas importantes que conhecia. Lhe deram uma esperança. Mas no dia seguinte, policiais chegaram com uma escavadeira, pronta para derrubar a casa. Ela, o marido e seus sogros rogaram pelo amor de Deus que lhes dessem mais um dia, para retirar os pertences e encontrar um novo lugar. Não quiseram conversa. Em um ato de desespero, seu marido se colocou na frente da escavadeira para tentar impedir a derrubada da casa. Dois dos guardas começaram a agredí-lo com pontapés e coronhadas. Seu pai tentou impedir que o filho fosse ferido, e entrou na briga. Um dos guardas lhe acertou a cabeça com um pedaço de pau, e o homem de 70 anos não aguentou e morreu.

O marido da minha amiga, ao ver a cena, partiu para cima dos guardas mais uma vez e foi morto por tiros. Desesperada, ela e a sogra tentavam pedir ajuda, quando a escavadeira avançou. Seu filho caçula, que ainda estava na casa, não conseguiu sair do berço. Desesperados, ela, a sogra e quatro filhos agora pedem esmolas nas ruas, e não conseguem nem se lembrar que estavam construindo uma canoa para navegar no lago. No lugar do sítio dela agora há um resort. Um dia ela pegou sua filha mais velha de 10 anos, a que tem os olhos iguais aos dela, amarrando uma corda numa árvore para se enforcar, e dizia: “Não quero mais viver”.

Essa hitória não é verídica. Mas se assemelha a milhares de histórias que palestinos passam num lugar chamado Israel. O último fato é verdadeiro, e foi contado no documentário “Ocupation 101“.

Trago esse assunto em forma de história porque descobri, conversando com pessoas que não se importam muito com esses temas, que elas se sentem muito mais tocadas se eu disser “tenho uma amiga que teve a casa demolida com o filho dentro” do que se eu falar “definitivamente, a situação na faixa de Gaza está insustentável”. Algumas pessoas não ligam para política, mas elas ligam para histórias, sentimentos, sonhos, vidas. Infelizmente, a maioria é assim.

Quando alguns judeus decidiram que criariam o estado de Israel e não importaria quem estivesse no local, balançaram e devastaram um monte de vidas, de histórias que iam bem e derrepente perderam o fio. Em parte, isso foi uma resposta a um antissemitismo que existiu por muito tempo na Europa, no qual todos os dias pessoas como eu ou você passavam por um inferno e eram tratadas como lixo. Eles pensaram então que o único local no qual estariam seguros seria no seu próprio país. E as coisas se agravaram exponencialmente quando Hitler começou a exterminar milhares que pertenciam ao grupo deles.

Mas Hitler só chegou e se manteve no poder por causa de uma Alemanha humiliada, que caiu tão fundo no fosso como os palestinos quando perderam suas casas. Um dos lados mais fortes da segunda guerra mundial, os EUA, que ajudou a devastar a Alemanha, tinha acabado de sair de uma crise financeira terrível, na qual as pessoas estavam desesperadas por emprego, famintas e buscando desesperadamente não perder o que haviam conquistado.

Não sou historiadora, e sei que tem inúmeros fatores que influenciam em tudo. O que estou tentando demonstrar é como cada humiliação é fruto de uma humiliação anterior, e gera uma humiliação futura. Quem apanhou sempre quer bater em alguém, arranjar um grupo que não tem nada a ver com o assunto para descontar.

E os palestinos? Bem, a reação deles já está acontecendo. Além disso, os atentados de 11 de setembro não estão tão longe desse mapa. E aí os árabes que moram/estudam/trabalham nos EUA é que sofrem com o preconceito e uma política ferroz dos norte-americanos. E quem será o próximo a apanhar?

Uma pessoa muito especial pra mim me contou uma história sobre liderança.

De que cor você quer que seja o céu?Ele disse que os donos de uma fábrica de pasta de dentes estavam com um problema: algumas caixinhas vazias, sem o produto dentro, estavam sendo enviadas nas remessas. Os supermercados estavam se sentindo prejudicados, porque parte significativa do produto que compravam na realidade era só embalagem.

Então os empresários se reuniram e decidiram contratar uma consultora para resolver o problema.  A consultora trouxe um time de engenheiros, que passou um mês na fábrica, elaborando um projeto. Por fim, desenharam uma máquina exclusiva, com a única função de detectar quais caixinhas estavam vazias, através de um sensor com raios infra-vermelhos.

Máquina instalada, e o problema foi resolvido. As reclamações pararam e o setor de controle de qualidade estava satisfeito.

Algum tempo depois, porém, um empresário percebeu que a nova máquina não estava mais sendo usada. No entanto, todas as caixinhas ainda estavam sendo entregues com a pasta de dente dentro. Ele foi até o setor de produção para entender o que estava acontecendo. Chegando lá, a nova máquina estava encostada em um canto, e em seu lugar estava um grande ventilador. Ele perguntou a um operário o que era aquilo.

O operário disse que tinha uma máquina que recolhia caixas vazias que estava atrasando o serviço deles. Aí eles colocaram no lugar o ventilador, perto da esteira. E aí, quando o vento batia, vuuushh, as caixas vazias voavam fora.

Toda essa historinha foi pra contar uma coisa: liderar é saber ouvir. Quem sabe o melhor caminho de se fazer as coisas são as pessoas que estão lá na ponta, que lidam diretamente com o problema, muitas vezes todos os dias.

E é aqui que entra a consulta pública. Ela é um jeito de os deputados, governantes, e pessoas que ficam na “diretoria” escutarem quem está perto do problema. Algumas leis que estão sendo elaboradas agora têm esse tipo de participação, e o Marco Civil da Internet é um deles.

Desde hoje, o governo está recolhendo opiniões de quem realmente lida com a internet, para saber como nós, brasileiros, queremos que ela seja regulamentada. É a hora fundamental de informar! Porque depois que a lei for feita, como vocês sabem, não é fácil de mudar. Principalmente uma lei nova que foi feita sob consulta pública.

Portanto, essa é a chance. Falarei mais sobre esse assunto aqui. Por enquanto, basta dizer que os debates oficiais estão acontecendo no portal Cultura Digital. É preciso se cadastrar no site para participar das discussões, mas como vocês sabem, isso é rapidinho.

A ditadura nossa de cada dia

Recentemente, li um texto muito inspirador escrito por um amigo meu. Ele fala de uma situação de perseguição, na qual pessoas comuns vêem sua liberdade cerceada por onde quer que andem. No país onde ele mora, não pode expressar afeto em público com a pessoa que ama, ou sequer revelar suas verdadeiras aspirações, sob pena de censura e isolamento.

Uma frase do texto retrata bem esse país: “Talvez você tenha que mudar de país para se casar”. Retrata bem um tipo de censura que é, por exemplo, imposta em regimes comandados por fanáticos religiosos, nos quais a mulher é obrigada a seguir uma vida rígida ao lado do marido que ela não escolheu.

.

Mas vejam só. O país no qual ele mora se chama Brasil.

.

Meu amigo é gay. E vive censurado em seu próprio país.

E apesar disso, o Ruleandson, no blog dele, fala dessa situação não com rancor, mas com leveza e a maturidade de quem constatou como as coisas realmente são.

Segue o texto:

.

Eu não queria que minha mãe fosse a Cláudia Leitte*

Quando você nasceu com certeza seus pais fizeram alguns planos. Dentre esses planos, provavelmente, estava o dia em que você iria casar e ter filhos biológicos (necessariamente nesta ordem). Mas, talvez, chegue um dia em que aquele dia que sonharam para você fique cada vez mais distante, ao mesmo tempo em que você se aproxima cada vez mais do seu dia.

O seu dia é o dia de se descobrir. No seu dia, você, enfim, descobre que não pode mais disfarçar seus olhares, sufocar seus desejos, ou se apertar para se estacionar na vaga que lhe reservaram. Você vai ter que se aceitar, se perceber, viver. Você vai ter que se amar e encontrar um modo de não se magoar, de continuar seguindo em frente e fingir que aquelas velhas piadas são sempre sobre outras pessoas, nunca sobre você. Você vai rezar, ainda que não creia em Deus, para nunca encontrar os “coleguinhas” da escola que lhe davam apelidos feios, pois eles vão achar que venceram e que você perdeu.

Mas você não vai poder se perder, pois vão sim querer se aproveitar de você. Você vai ter também que fingir não se irritar quando disserem “eu já sabia” e se conformar, pois algumas apostas serão vencidas por pessoas que cobraram pelo seu destino. Você vai perceber que não é preciso assumir, afinal, você não fez nada de errado para assumir, é preciso apenas ser honesto com você, só é preciso sentir. Você vai compreender o real sentido de “ninguém tem nada a ver com a sua vida”, porque ninguém realmente precisa saber tudo da sua vida, a vida será sempre só sua.

Você vai ver que a sua única escolha será entre decepcionar algumas pessoas e decepcionar a você mesmo. Você vai se apaixonar por um cara e ele vai te fazer ter certeza de quem você é, e, quase sempre, essa será a única função dele na sua vida, não espere mais do que isso. Mas você vai encontrar um outro cara e vai amá-lo tanto que vai ter medo de você mesmo, você vai querer fugir. Você vai ter que aprender a dizer “eu te amo” para outro “macho”, não vai ser fácil, mas você vai ter que aprender.Alguns vão insistir em usar a palavra “homem” como oposto ao que você é. Ignore-os, você é tão homem como todos e conseguirá até ser mais “homem” do que muitos. Lembra quando as pessoas diziam que iam te amar para sempre?

Você terá a chance de saber quantas delas diziam a verdade. Você vai encontrar novos amigos, pois alguns antigos vão achar que você se tornou promíscuo: para eles, falar “besteiras” sobre mulheres é saudável, mas falar seus desejos por outro homem é imoral. Você vai escutar sempre a pergunta “você está usando camisinha?”, como se sua vida se resumisse a sexo, ainda que você transe bem menos do que eles. Você vai ter que aprender a usar preservativos para a alma, para o ouvido, para o coração, caso queira manter alguns amigos. Você vai ouvir que você mudou, mas são eles que precisam mudar.

Você vai descobrir que as pessoas vão cobrar um pouco mais de você do que dos outros, e isso não será uma mentira, será uma dura verdade que você terá que superar. Somente assim, você vai conseguir se olhar no espelho e se sentir mais aliviado, mais real, mais inteiro. Você vai ter que ter muita fé, para jamais desejar o inferno para aqueles que repetem tanto ser ele o seu destino. Você vai finalmente entender que, sim, você sempre amou aquela moça, mas você e ela serão apenas amigos que se amam, e isso será sempre o de mais belo em sua vida. E se essa não é a sua praia, você vai descobrir que pode ser o dono de uma ilha.

Você vai se olhar e achar que não é o mais másculo no almoço da família, mas ainda assim poderá ser o mais forte. Você vai constatar que, talvez, você não será o campeão nas disputas de futebol, talvez, você nem jogue futebol e ainda que jogue não será no time que eles desejam e os seus gols poderão sempre ser vistos como gols contra. Mesmo assim seus olhos vão se abrir e você vai descobrir que, em alguns jogos, quem perde é o vencedor.

Talvez, não vai ser tão fácil andar de mãos dadas nas ruas com quem você ama. Talvez, você tenha que mudar de país para se casar. Talvez, você não será o príncipe que dança a valsa dos 15 anos com as mocinhas, mas ainda assim você será o príncipe-encantado de alguém. Talvez, você não venha a ser o homem da vida de uma mulher, mas vai descobrir o máximo da reciprocidade, pois você será o homem da vida de alguém e também terá alguém para ser o homem da sua vida.Talvez, alguém tente te convencer que vai ser mais difícil ser feliz. Mas, nunca deixe que alguém consiga. Nunca deixe que ninguém tire o seu valor. Nunca deixe que ninguém tente descontar em você o ódio que ele sente por não ter a sua coragem de viver.

A vida não vai ser mais difícil, ela vai ser diferente. Porque chegou o dia de você se encaixar na vida que você sonhou e não na vida que te sonharam.Você, nesse dia, vai aprender que a grande questão não é sair ou ficar no armário, é o que você guardou dentro dele, é como você cuidou do seu armário. E vai chegar um dia em que aquele cara que você sempre sonhou vai abrir a porta deste armário, e, talvez, você não precise nem sair do seu armário. Talvez, ele entre para o armário, a felicidade tranque a porta, o medo jogue a chave fora e vocês fiquem juntos, dentro de um armário muito maior, em que todos se escondem, e que ganha o nome de mundo.

Quando esse cara chegar você nem vai mais se preocupar com os sonhos, os seus ou os que te deram. Esqueça os sonhos, porque nesse dia vai ser tudo realidade, do jeitinho que você sempre quis, como tem que ser. Você vai sonhar com flores, uma casa para morar, um cachorro no quintal e nem vai ter que se preocupar se disserem que isso é a coisa mais gay do mundo, você estará muito ocupado sendo feliz de verdade. E na porta dessa casa, em uma das poucas vezes em que você vai se permitir abaixar a cabeça, um tapete no chão vai lhe saudar: “Bem-vindo à sua vida”, não aquela de quando você nasceu, mas a de agora, de quando você, finalmente, renasceu.

 

*Quando o texto foi escrito, em 13 de novembro de 2008, a cantora Cláudia Leitte, que tem os gays como grande parte do seu público fiel e estava grávida de seu primeiro filho, deu a seguinte declaração: “Eu adoro os gays, mas prefiro que meu filho seja macho”. O marido ainda completou: “Deus me livre (do filho ser gay). Ele será bem criado”. Os comentários geraram grande repercussão entre a comunidade gay, que inclusive ameaçou a cantora de boicote.

A Teoria da Diversão

Já repararam que tudo fica melhor de ser feito quando é divertido? Da infância à velhice, sempre preferimos sobremesa a verduras, piscina a banho, parque a escola. Por que não usar isso a favor de mudanças sociais? Um grupo tem tentado provar a teoria de que a diversão pode provocar sim mudanças para melhor.

Seus vídeos estão espalhados pela internet:

Acho que transformar a escada do metrô em teclas de piano surtiu um efeito bem mais positivo do que qualquer campanha pública.

Pesquisando sobre a origem desse grupo, cheguei a um site que diz: “uma iniciativa da Volkswagen”. É, ponto pra eles (apesar de que, cá entre nós, a gente sabe como essas coisas surgem).

E não podia deixar de citar, cheguei ao vídeo pelo blog Chega de Bagunça, escrito pela Paula.

Doe comida com um clique!

Responda às perguntas e doe comida!

Responda às perguntas e doe comida!

No mesmo estilo do Free Kibble Kat, o Free Rice tem como foco as pessoas.

Tudo o que você tem a fazer é responder a uma questão de múltipla escolha. Se acertar, doa 10 grãos de arroz para o Programa de Alimentação das Nações Unidas.

É bacana, que você pode ir juntando tigelas e mais tigelas de arroz. A parte ruim é que você só doa quando acerta. Mas como as questões se repetem, dá pra aprender um pouco também.

O quiz é em inglês, e traz sinônimos de palavras. Algumas fáceis pra quem entende a língua, outras difíceis.

Fica a dica!

Peace One Day – O dia da Paz

Esse é o Jeremy, e ele percorreu meio mundo para obter a paz por um dia

Esse é o Jeremy, e ele percorreu meio mundo para obter a paz por um dia

Jeremy Gilley era um cara normal, sem grandes aspirações. Ele ganhava a vida fazendo documentários. Depois de ver crianças massacradas e pessoas sem nenhuma perspectiva em meio às inúmeras guerras do globo, surgiu uma pergunta: por que não existe o “Dia da Paz“?

Afinal, existe o dia dos pais, das mães, das crianças, das secretárias, dos professores, dos jornalistas, dos psicólogos, da árvore, do estudante, e por que uma coisa tão fundamental como a paz não tinha um dia dedicado a ela?

Pesquisando, ele descobriu que a paz realmente tinha um dia, a terceira terça-feira de setembro, instituído pela ONU (a Organização das Nações Unidas) nos anos 80. O fato era que ninguém conhecia ou levava essa data a sério.

Determinado, ele visitou dezenas de pessoas, entre elas Kofi Annan, secretário-geral da ONU à época. Assim, conseguiu o apoio oficial da Costa Rica e do Reino Unido para apresentar uma mudança na resolução que criava o dia da paz, transformando a data – 21 de setembro -  em um dia de cessar-fogo global.

Seu sonho é que todas as guerras, combates, guerrilhas e ataques ao redor do mundo parem por 24 horas no dia 21 de setembro. Que ao menos por um dia nenhuma bala seja disparada, que niguém seja morto ou perca alguém que ama por causa de uma guerra. Ele disse que nunca houve um dia no qual ninguém tenha sido morto em uma guerra.

Desde então, ele criou o projeto PeaceOneDay, e está numa cruzada global, literalmente, para que o dia da paz funcione, efetivamente. Em 2007, ele conseguiu o apoio de Angelina Jolie e Jude Law. Jude Law chegou a ir ao Afeganistão com Jeremy, onde o dia da paz seria instalado, simplesmente o último lugar da terra em que se pensaria em um cessar-fogo.

Com o apoio de uma representante da Unicef, que teve a idéia de aproveitar o dia da paz para vacinar crianças em áreas inacessíveis devido aos conflitos, Jude e Jeremy percorreram o Afeganistão, falaram com professores, líderes tribais, políticos, representantes, mídia e qualquer um que estivesse na frente.

Resultado: eles conseguiram o apoio não menos que da Coca-Cola, da Puma e do Taleban. O representante do Taleban no Afeganistão enviou uma carta falando que no dia 21 de setembro nenhum carro oficial seria atacado, para que crianças de áreas inacessíveis pudessem ser vacinadas!

E assim foi. No dia 21 de setembro de 2007, o Dia da Paz, nenhum carro oficial que ultrapassou as fronteiras dos domínios dos Talebans foi atacado. Em todo o mundo, o dia da paz foi celebrado, com festas, músicas e esporte. O resultado dessa empreitada está nesse documentário: The Day After Peace.

E Jeremy fez o vídeo porque se me contassem, realmente, eu não acreditaria. Ele o fez pra mostrar que é possível. Esse ano, o dia já passou, fiquei sabendo um pouco tarde demais. Mas porque não fazer todo dia o seu dia da paz?

Faça seus produtos de limpeza

esgoto verde?

esgoto verde?

Cloreto de diestearil dimetil amônio, coadjuvante, conservante, corante, essência e veículo. Não é a fórmula de uma arma química, é a composição de um amaciante.

A começar pela falta de clareza sobre os ingredientes (veículo???) de um produto que vai ficar armazenado nas nossa roupas, da pra imaginar os benefícios que essa composição pode trazer para a nossa pele. Tanto é que muitas pessoas tem alergias a alguns produtos de limpeza, e desenvolvem problemas de pele se usarem uma roupa que ficou mergulhada nessas substâncias

Tirando os malefícios que os produtos de limpeza podem causar na nossa saúde (aromas “artificiais idênticos ao natural” podem causar dores de cabeça e enjoos), imagina o impacto no meio ambiente? Afinal, tudo vai pelo ralo, no final das contas. Muitos tem a sensação, e eu mesma já tive essa impressão, de que os resíduos desaparecem quando jogamos pelo ralo ou colocamos o lixo do lado de fora de casa. Pois na realidade é aí que o problema começa. Os produtos acabam inevitavelmente em um lixão, ou em rios.

Uma alternativa para minimizar esses dois problemas e de quebra ainda economizar uma boa grana é fazer seus próprios produtos de limpeza. Não é algo muito complicado, nem requer aparelhos sofisticados. O site da revista Vida Simples traz algumas receitas:

SABÃO LÍQUIDO PARA LOUÇA
• 2 litros de água
• 1 sabão caseiro ralado
• 1 colher de Óleo de Rícino
• 1 colher de Açúcar.
Ferver todos os ingredientes até dissolver e engarrafar.

DETERGENTE ECOLÓGICO

• 1 pedaço de sabão de coco neutro
• 2 limões
• 4 colheres de sopa de amoníaco (que é biodegradável)
Derreta o sabão de coco, picado ou ralado, em um litro de água. Depois, acrescente cinco litros de água fria. Em seguida,esprema os limões. Por último, despeje o amoníaco e misture bem.Guarde o produto resultante em garrafas e utilize-o no lugar dos similares comerciais. Você obterá seis litros de um detergente que limpa, não polui, cujo valor econômico é incomparavelmente menor do que o do similar industrializado.

DETERGENTE ECOLÓGICO MULTIUSO

• Água
• Vinagre
• Amônia líquida (amoníaco)
• Bicarbonato de sódio e ácido bórico
Em um litro de água morna (cerca de 45º C), coloque uma colher de sopa de vinagre, uma colher de sopa de amoníaco,uma colher de sopa de bicarbonato de sódio e uma colher de sopa de bórax ou ácido bórico. o Utilize em qualquer tipo de limpeza, em substituição aos multiusos convencionais. o Como qualquer produto de limpeza convencional, mantenha os detergentes ecológicos fora do alcance de crianças e animais domésticos. Fonte: Planeta na Web.

DESINFETANTE PARA BANHEIRO
• 1 litro de Álcool (de preferência 70º)
• 4 litros de água
• 1 Sabão Caseiro
• Folhas de Eucalipto
Deixar as folhas de eucalipto de molho no álcool por 2 dias. Ferver 1 litro de água com o sabão ralado, até dissolver. Juntar a água e a essência de eucalipto. Engarrafar.

AMACIANTE DE ROUPAS
• 5 litros de Água
• 4 colheres de Glicerina
• 1 Sabonete ralado
• 2 colheres de sopa de Leite de Rosas.
Ferver 1 litro de água com o sabonete ralado até dissolver. Acrescentar mais 4 litros de água fria, as 4 colheres de glicerina e as 2 colheres de Leite de Rosas. Mexer bem até misturar e depois engarrafar.

LIMPANDO JANELAS E ESPELHOS:
Para limpeza de rotina, use 3 colheres de vinagre diluídas em 11 litros de água quente. Se o vidro estiver muito sujo, primeiro limpe-o com água e sabão. Para secar superfícies, utilize tecido de algodão reutilizado ou jornais velhos. Fonte: Greepeace

PARA LIMPAR E DESODORIZAR CARPETES E TAPETES: Misture duas partes de fubá com uma parte de bórax. Pulverize generosamente, deixe descansar por uma hora e aspire. Uma desodorização rápida pode ser obtida pulverizando-se o carpete com bicarbonato e aspirando logo a seguir. Fonte: Greepeace

PARA AMACIAR SUAS ROUPAS: Adicione ½ copo de vinagre ou ¼ de copo de bicarbonato durante o enxágüe. Fonte: Greepeace.

LIMPANDO O BANHEIRO: Para limpeza geral de banheiros, use escova com bicarbonato de sódio e água quente. Para pias, despeje vinagre e deixe descansar durante a noite, enxaguando pela manhã. Para limpar bacias, aplique uma pasta de bórax e suco de limão. Deixe por algumas horas e dê descarga. Ou utilize uma solução forte de vinagre. Fonte: Greepeace.

PARA LIMPAR VIDROS E TIRAR GORDURA: Use uma solução de vinagre ou limão diluídos em água.

PARA LIMPAR O FORNO:
Basta uma solução de água quente com bicarbonato de sódio, que deve ser passada com um pano fino.

PARA LIMPAR PANELAS E FORMAS QUEIMADAS: Cubra a área com uma fina camada de bicarbonato de sódio e água e deixe descansar por algumas horas antes de lavar.

OUTRO LIMPADOR PARA JANELAS: Misture ½ xícara de álcool, 2 xícaras de água e uma colher de sopa de amoníaco. Coloque luvas e aplique a solução com um pedaço de pano.

JANELAS E ESQUADRIAS DE ALUMÍNIO:
Para manter janelas e esquadrias de alumínio sempre brilhando como novas, é só limpá-las uma vez por mês com uma mistura de óleo de cozinha e álcool, em partes iguais. Em seguida é só passar um pano macio ou flanela. Fonte: Livro Sebastiana Quebra-Galho, de Nenzinha Machado Salles.

LIMPADOR PARA PISOS DE CERÂMICA: Misture no seu balde de limpeza, aproximadamente 3,5 litros de água com ¾ de xícara de vinagre branco e ½ xícara de amoníaco. Lave o piso como de costume. Fonte: Casa Club TV.

NO LUGAR DA NAFTALINA: A naftalina afeta o fígado e os rins, utilize sachês com flores de lavanda em seu lugar.

DESODORANTE DE AMBIENTE: Pode ser substituído por uma solução de ervas com vinagre ou suco de limão. Além de gastar menos dinheiro, você vai estar evitando produtos responsáveis pelo aumento de doenças respiratórias e alergias. Fonte: WWF Brasil.

Pense no que você come

Quando eu estava no 2º ano, tinha um amigo vegan in-su-por-tá-vel. Tudo o que a gente ia comer ele começava a fazer discurso, a gente nem podia degustar um pacote de Passatempo recheado em paz. Hoje, depois de assistir ao vídeo abaixo e de ler muita coisa ao longo dos anos, dou razão a ele.

O vídeo foi gravado secretamente por um ativista contra a crueldade com animais, que passou duas semanas trabalhando na Hy-Line International, a maior granja industrializada do mundo. A “linha de montagem” que vemos separa os machos das fêmeas e simplesmente tritura os pintinhos machos vivos!

Que bom seria se as pessoas parassem para pensar de onde vem a comida que elas comem. E não é só uma questão de amor aos animais não, é uma questão de amor-próprio! Afinal, você confia no “glutamato monossódico”, “citrato de sódio”, “estabilizantes” e “corantes artificialmente aromatizados”? Como que a gente come algo que não consegue entender o que é?

Outro dia vi um vídeo, baseado em pesquisas norte-americanas, que falava que um certo remédio para fazer as vacas produzirem mais leite deixava as tetas das bichinhas inchadas. Vários animais ficavam num estado tão crítico (de dor) que o pus saía no leite. Pus!

Sem falar nos especialistas que afirmam que o modo de criação desumano e completamente artificial dos porcos foi um dos ingredientes básicos da gripe suína.

Não sei, não confio minha alimentação a alguém que preferencialmente quer lucrar com isso. Ou você acha que as empresas de laticínio colocam a saúde e a sustentabilidade antes do faturamento?

Apesar de tudo, não pretendo ser vegan. É algo realmente muito complicado. Por enquanto estou pensando numa forma de pressão para alimentos “cruelty free“. No site da ong que fez o vídeo, a Mercy For Animals, há alternativas, como pressionar as empresas a retirar ovos e outros alimentos que incluem essa rotina violenta das suas receitas. Mais uma pergunta para entrar na lista do SAC.

Dia do S.A.C.

Antídoto contra a exploração feroz de recursos humanos e ambientais, o consumo consciente tem se tornado uma arma cada vez mais poderosa por um mundo sustentável. O consumidor moderno que é inteligente sabe: não é ele que está nas mãos das grandes corporações, mas o contrário. As grandes empresas se preocupam cada vez mais com a imagem que passam a quem consome seus produtos, e morre de vontade de saber quais são seus desejos.

Existe uma ferramenta muito simples que pode servir para mostrar a voz do consumidor consciente para as empresas. Esse dispositivo está ao alcance de qualquer um. Na verdade, ele vem na embalagem dos produtos. É o canal do S.A.C. – Serviço de Atendimento ao Consumidor.

Atenta ao potencial transformador da pressão do consumidor, resolvi instituir o dia 25 de cada mês o dia do SAC. Todo dia 25 de cada mês, postarei aqui três contatos de grandes marcas, para que possamos dizer pessoalmente à grandes corporações o que nós afinal queremos.

Convido você a me ajudar nessa tarefa. Que tal ligar para os telefones abaixo ou mandar um e-mail perguntando o que essas empresas fazem pelo meio ambiente e pelas pessoas envolvidas na produção de seus bens? Também é interessante saber qual é o impacto que os ingredientes usados para fabricar esses produtos tem no nosso organismo.

Os SACs de hoje são:

gatoradeIsotônico Gatorade:
0800 725 0005
link fale conosco

wickboldPão de Forma Wickbold:
0800 011 1938
consumidor@wickbold.com.br

Whiskas LogoRação para gatos Whiskas:
0800 702 0090
link fale conosco

Assim que eu obter uma resposta dessas empresas, conto a experiência aqui. Tem outros SACs para sugerir? Deixe um comentário.

Postagens Antigas »