reciclar

Uma cidade mais útil

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Um grupo de designers franceses percebeu que a cidade em que viviam precisava ser mais criativa e humana. Então decidiram criar pequenas ferramentas que transformavam e davam novos usos para bancos, cabines telefônicas, máquinas de café. Assim, as pessoas que iriam jogar uma sacola no lixo poderiam deixar a embalagem em um compartimento especial para que outros reaproveitassem o material. Cabines telefônicas ganharam carregadores de celular e muros ásperos ganharam ganchos para pendurar roupas.

Achei interessante. Me fez pensar que as pessoas que usam os espaços públicos são justamente as que têm mais conhecimento para interferir na cidade.

Limpeza ecológica: agora no supermercado

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Amaciante, sabão para roupas e limpador multiuso. Manjericão e azeite não acompanham

Já faz um tempo que publiquei um passo-a-passo para uma receita de amaciante caseiro. Outra forma de não poluir o meio ambiente enquanto se lava as roupas é comprar produtos ecologicamente corretos. No Brasil, ainda é um pouco difícil encontrar esses materiais. Aqui em São Paulo achei a linha Ecobril, no supermercado Pão de Açúcar.

O fabricante diz seguir o preceito dos 4R: Reciclar, Reutilizar, Reduzir e Respeitar o meio ambiente. Eles fazem isso das seguintes maneiras: 1. vendendo o produto em embalagens recicláveis; 2. disponibilizando refis para a venda, de forma que a garrafa possa ser usada de novo; 3. fabricando produtos concentrados, que exigem embalagens menores e 4. usando tensoativos biodegradáveis.

Apesar disso, os produtos não exibem nenhum certificado. Outra falha é que não há uma explicação – nem na embalagem nem no site – sobre o que é exatamente um tensoativo biodegradável. Mandei um e-mail para o fabricante com essas questões e recentemente recebi a resposta:

“Larissa,

A linha não possui nenhum tipo de certificado pois a empresa optou por estabelecer os seus próprios critérios, e a partir disto foi criado o selo 4R com todo este conceito. Esta é uma prática comum entre diversas empresas.

Biodegradação é a destruição de compostos químicos pela ação biológica de organismos vivos.

As bactérias são os principais microorganismos capazes de promover a destruição dos detergentes. No processo de biodegradação o oxigênio é indispensável para a oxidação das moléculas. As bactérias aeróbicas são as que mais participam do processo de biodegradabilidade dos detergentes.

Reações de Biodegradação:
É a conversão da molécula do tensoativo em dióxido de carbono + água + sais inorgânicos  e produtos diretamente aproveitáveis pelo microorganismo.

Portanto, para que não ocorra danos ao meio ambiente é necessário que os produtos contenham tensoativos biodegradáveis e que o leito de despejo contenha oxigênio o que permitirá a presença de bactérias aeróbicas responsáveis pelo processo de biodegradação, não deixando nenhum resíduo poluente no solo.”

Se entendi direito, os produtos da linha Ecobril podem ser digeridos por bactérias, liberando CO2, água, sais inorgânicos e comida para os bichinhos-devoradores-de-detergente. Pressupondo que os os tais sais inorgânicos não agridam o meio ambiente, me parece uma boa equação (alguém discorda ou tem argumentos contra? Manifeste-se).

Em tempo: ainda sou a favor do uso dos certificados, e a justificativa não me convenceu inteiramente. Assunto para outro post.

Luminária de garrafa

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Achei genial a ideia. Pena que ainda não descobrimos uma versão pra apartamento.

Mas a gente chega lá.

Achei na Casa da Velentina.

Você usaria uma luminária dessas em casa? E no apartamento, como fazer?

Seja materialista

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Calma. Você não entrou no blog errado. Antes de se revoltar e remover permanentemente o Iniciativa Sustentável do seu reader, leia pelo menos até o segundo parágrafo.

Quero mostrar aqui uma nova visão do modo de se lidar com as coisas, que descobri, como não poderia deixar de ser, navegando por essa vasta rede mundial*. Foi quando me daparei na revista Vida Simples com a história de um cara que decidiu viver com apenas 100 coisas. Ele se lançou a esse desafio depois de parar para olhar à sua volta e descobrir que não estava cercado de pessoas, de laços, de  sentimentos, mas de coisas.

Conte comigo, quantas coisas você deve ter? A começar pelo computador ou notebook, no qual você está lendo esse texto. Imagino também que esteja usando uma vestimenta, composta de roupas íntimas e roupas de cima, e que no seu armário há várias combinações desses modelos. Você deve ter um celular, escova de dentes, mouse, diversas canetas que sempre se perdem, agenda, livros, revistas que nunca terminou de ler, relógio, cama, colchão, cds, dvds, sua garrafa d’água pessoal, porta-retratos com os entes queridos, barbeador/depilador, um ou dois carros. Isso se falando coisas relativamente básicas para a vida moderna e que não têm que ser repostas periodicamente, como sabonetes, pasta de dentes, papel higiênico e por aí vai.

Pois Dave Bruno se saturou de todas essas coisas e começou a pensar: preciso mesmo de tudo isso? Quantas coisas, objetos, um ser humano precisa para viver? E então lançou o desafio das 100 coisas: viver um ano com apenas 100 itens. Ele passou o ano de 2009 assim e já lançou o desafio para 2010.

Aí você me diz: “que espécie de escritora maluca é essa que imagina conversar com o leitor?” Não, quero dizer, você provavelmente deve estar se perguntando onde entra o materialismo aqui, já que a ideia é se livrar das coisas. Pois aí é que está o verdadeiro x da questão. Imagine que, durante um ano, você pudesse usar apenas uma caneta Bic. Nenhuma outra. Você cuidaria ao máximo para não perder ou estragar o objeto, afinal, ficar sem caneta quando se precisa é um suplício (pelo menos para uma jornalista). Como adquirir uma caneta é coisa mais fácil e banal do mundo, a gente não costuma se precupar muito com esse objeto. E essa atitude se estende ao muito que temos.

Ame a sua caneta Bic

Não só temos um excesso de coisas como cuidamos mal dessa infinidade de itens e temos que adquirir novos objetos para substituir o que foi quebrado ou perdido. Daí a ideia de ser materialista, no sentido de preservar seus bens. Pensar em cada nova aquisição como se fosse algo único, não automático.

Além disso, cada bem que você tem é realmente especial, mesmo que seja uma caneta Bic, porque os materiais usados na fabricação foram retirados de algum lugar ao qual provavelmente não retornarão. Mesmo uma simples caneta foi feita, pensada, embalada e transportada por pessoas que fazem disso a sua vida.

*www: World Wide Web

Reuse, recarregue, reconstrua, recultive, repense

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O site WebEcoist reuniu em um artigo várias maneiras de diminuir o desperdício e reaproveitar todo tipo de coisas. Vale a pena ler alguns dos 28 artigos para uma vida mais verde. Eles ensinam a fazer desde uma horta hidropônica até como reaproveitar o controle do video-game, passando por painéis solares caseiros. Embora algumas ideias sejam um pouco difíceis de colocar em prática, como a construção de uma motocicleta elétrica, outras são bem simples, como a reutilização de envelopes de cartas.

O site é em inglês mas, para quem precisar, o Google Translate ajuda.

Fica a dica.

Papelão e animais

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Qualquer um que já colocou gatos e uma caixa de papelão no mesmo ambiente sabe que esse simples objeto é melhor do que manjar de coco para eles. Há tempos eu vinha namorando as casinhas da Caboodle, e até planejei fazer algo semelhante para as duas pestinhas que tenho aqui em casa, mas desanimei.

Agora descobri via Cadê o Atum? que a Ecobichos, uma empresa brasileira, está investindo na mesma ideia. Casinhas para animais feitas de papelão. Práticas, baratas, ecológicas e ainda customizáveis. Não é um charme?

Antes que esse vire um post sobre as minhas gatas, eu fico por aqui.

Amaciante caseiro (passo-a-passo)

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Já que as receitas de sabonetes, amaciantes e outros produtos de limpeza eco-friendly fizeram tanto sucesso, decidi postar aqui um passo-a-passo do amaciante.

Anotem:

INGREDIENTES:

sabonetes picados

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Eu piquei vários restos de sabonete que tinham aqui em casa. Pra deixar o amaciante mais bonitinho, escolhi sabonetes verdes e brancos. Quantidade recomendada: 300 gr.

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2 colheres de sopa de Leite de Rosas

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Encontrado em qualquer farmácia. Ainda não consegui desvendar todos os ingredientes do Leite de Rosa, mas eles me parecem menos tóxicos do que Cloreto de diestearil dimetil amônio.

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4 colheres de Glicerina

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Encontrada em qualquer farmácia também. E é glicerina, não nitro-glicerina. =)

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5 litros de água

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E aqui, baldes e baldinhos são bem-vindos.

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MODO DE PREPARO:

fervura

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Ferva 1 litro de água com os sabonetes picados até dissolver. A experiência mostrou que:

1. É melhor ralar o sabonete. Quanto menor, melhor.

2. Cuidado com a espuma! Nesse caso, quanto maior a panela, melhor.

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adicione a glicerina

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Junte os outros 4 litros de água fria e as 4 colheres de glicerina. Mexa bem para misturar.

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adicione o Leite de Rosas

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Adicione as 2 colheres de Rosas e mexa bem.

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engarrafe

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Com a ajuda de um funil coloque o líquido em garrafas. Esse processo pode gerar um pouco de espuma, por isso…

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sai espuma!

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… aperte as garrafas em uma pia, para retirar o excesso de espuma.

 

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voila!

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E voila! Está pronto o seu amaciante caseiro.

Testado e aprovados nas roupas aqui de casa. Use com moderação. A medida é praticamente a mesma de um amaciante comum.

 

 

Se você quer ser sustentável, mas ficou com preguiça de fazer, clique aqui e conheça alguns produtos alternativos à venda nos supermercados.

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