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De sapos a gatos

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Lucy antes…

Essa primeira foto foi tirada em fevereiro, no dia que eu resgatei a Lucy. Ela estava magrinha, imunda e esfomeada. De lá pra cá ela foi castrada, vacinada, vermifugada, bem alimentada e o principal: ganhou um local seguro para morar e muitos cafunés. Quatro meses depois, eis o resultado:

… e depois

Essa foto de celular não faz jus ao quanto ela está linda e feliz. É um poço de carinho. Pede colo todo dia e criou o hábito de fazer manha quando eu estou de saída pro trabalho. Brinca de lutinha e de pega-pega com as minhas gatas o dia inteiro. Sinceramente, meu coração aperta muito quando penso em doá-la. Como é que eu entrego essa criaturinha para um estranho?

ooohhh

Quando mostrei essa foto para o dono da banca (que se preocupa e pergunta todo dia sobre ela), ele chegou até a perguntar se era a mesma.

Essa comparação é para mostrar o quanto vale a pena ajudar um animal que vive nas ruas, que sofre. A gratidão deles por nós não tem medida. E o meu caso é ainda bem sem graça se comparado a alguns que já aconteceram na AUG. Outro dia vimos uma gata que antes era super agressiva (a ponto de atacar quando as voluntárias tentavam vaciná-la e medicá-la) se desmanchar de dengos diante dos carinhos da sua nova dona. O fato de se sentirem protegidos e amados é tão importante para os animais, que muitos deles mudam de personalidade na casa da família que o adotou.

Em tempo: a AUG está com uma campanha do agasalho para animais. Vale a pena participar.

**ATUALIZAÇÃO:
É claro que no final ela foi adotada. Por mim. A Lucy é minha e ninguém tasca!

Compre um jornal e ganhe um gato

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Foto por Dani Xavier, voluntária da AUG e catsitter profissional

Certo dia estava eu a caminho do restaurante perto do trabalho, quando me chamaram a atenção para um filhote em frente a uma banca. Como aqui em São Paulo muitas lojas têm gatos, e o bichano dormia em frente às revistas sem a menor cerimônia, achei que já tinha quem cuidasse dele. Qual não foi a surpresa, quando o jornaleiro me disse que o bichinho tinha aparecido ali naquele dia e resolvido “montar acampamento” por lá mesmo. Apesar disso, o dono da banca não parecia achar que o problema era dele (afinal, o problema dos animais de rua nunca é de ninguém, só da prefeitura, que não dá conta de solucionar a questão sozinha, mas enfim…) e me ofereceu a gata, como se fosse um brinde que acompanha a revista.

Já prevendo o desfecho, a frajolinha começou a ronronar feliz e pedir cafuné, provando que a escola da rua lhe ensinou muito bem a arte da chantagem emocional. Meia hora depois eu estava dentro de um táxi, com uma caixa improvisada e sem a mínima ideia do que fazer com aquele projeto de gato, apenas com a certeza que não podia deixar ela morrer sozinha na rua.

Desde então Lucy ganhou nome, lar temporário, banho, doses de vacina e vermífugo. Devorou o primeiro pote de ração como se fosse o fim dos tempos, correu atrás das minhas (duas) gatas até criar amizade e ronronou no meu colo por horas seguidas. Ela também foi castrada e está disponível para adoção na ONG Adote um Gatinho. Me ajudem a divulgar? Doaremos apenas para a grande São Paulo, para apartamentos telados ou casas seguras (onde ela não possa sair para a rua).

E para provar que a Lucy dá de dez em qualquer gato de madame, eis ela na caçada ao misterioso pontinho vermelho:

 

 

Escolha a sua causa

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oiê!

Depois que trabalhei na Oficina de Imagens (ou mesmo antes disso) fiquei com vontade de aderir a todas as causas. Queria ajudar crianças, queria ajudar animais, queria ajudar na conscientização política, enfim: queria fazer alguma coisa pra consertar o mundo (vejam a sensação de onipotência dessa pobre criaturinha). Achei que a melhor solução para isso era montar já uma ONG.

Mas aí, nessas aventuras pelo mundo do terceiro setor, aprendi algumas coisas. A primeira delas: é preciso ter foco. Não adianta tentar abraçar o mundo de uma vez. Isso porque o trabalho nessa área parece simples, mas não é. É preciso estudo, conhecimento, se aprofundar no tema.

A segunda coisa que aprendi é: montar uma ONG não é a solução. Isso porque já existem ONGs demais no Brasil, atuando nas mais diversas áreas. Em vez de abrir mais um pontinho no mapa, o melhor é poupar esforços e ir engrossar o time de uma entidade que já existe. Mesmo que você não encontre exatamente o projeto que quer fazer, é melhor entrar para uma ONG do “ramo” e depois de um tempo propor uma nova iniciativa lá dentro. As entidades já têm o “know-how” e os contatos para trabalhar, e pode ser que elas já tenham tentado fazer o que você propõe antes.

Bom, esse prólogo todo é para contar que quero dedicar um tempo da minha semana para ajudar os animais. Andei pesquisando sobre o assunto e nesse fim de semana visitei a ONG Adote um Gatinho, que atua na grande São Paulo. Como é de se imaginar, lá o trabalho é de recolher gatos das ruas, cuidar deles e encontrar um lar para os bichanos.

O mais incrível desse lugar é que o grupo trabalha há 7 anos totalmente na base do voluntariado. Ou seja: ninguém recebe para estar lá, e no entanto a entidade já encontrou uma casa quentinha para mais de 3 mil gatos. No momento, há cerca de 300 bigodes lá esperando um lar ou se recuparando de doenças e feridas de rua. As despesas são pagas através de doações e vendas de produtos da ONG.

No próximo dia 5, o Adote um Gatinho vai fazer um bazar de natal em São Paulo, de onde esperam tirar uma boa quantia para continuar o seu trabalho. Também há outras formas de ajudar, apadrinhando um gatinho ou comprando na lojinha.

E você? Com que causa tem mais afinidade?

Para ajudar quem ajuda

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Já falei aqui antes do Gatoca, com o qual sou eternamente apaixonada. Para quem gosta de gatos, pode apostar: Bia Levischi fala desses animais como ninguém. E como ela tem uma casa com jardim e mais de dois cômodos, pode ajudar também alguns animais que são despejados por aí como se fossem lixo.

A ideia é acolher gatinhos que vivem nas ruas, tratá-los (vacinar, castrar, vermifugar, alimentar com carinho e amor até o bichinho ficar forte de novo) e encontrar um lar perfeito para o mesmo, como aquelas famílias de comercial de margarina, onde o bichano rolará feliz para o resto da vida.

Exmplos de transformação e histórias com finais felizes não faltam, como a da Lily e da Bolota (lembra dela aqui?).

Acontece que caridade e boa intenção (ainda) não são de graça nesse mundo em que vivemos, e para cobrir as despesas, são traçadas diversas estratégias. Um delas é a rifa deste arranhador bacanão e de um relógio que é uma gracinha.

Funciona assim: você escolhe o nome de um bigode famoso entre os que ainda estão disponíveis. Cada um custa R$ 10. Você pode pagar via Banco do Brasil:

BB
Beatriz Levischi
Ag: 1561-X
C/c: 6830905-8

Ou Itaú:

Itaú
Textrina
Ag: 0185
C/c: 08360-7

Depois disso é só mandar um e-mail para bialevischi@yahoo.com.br com essas informações:

* Nome completo (o seu!)
* E-mail
* Telefone
* Bigode(s) famoso(s) escolhido(s)
* Data, hora, valor do depósito e banco

Feito isto, espere o resultado do sorteio de dedos cruzados.

Ah, e se tiver procurando um companheiro ideal, o Jacob está esperando uma família de comercial de margarina.

Para adotar um bichano

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Já falei muito sobre ajuda a animais aqui no blog, mas não custa repetir. Porque é triste demais as pessoas tratarem animais como objetos, do tipo “estragou, joga fora”.

Já vi relatos de pessoas que adotam gatos ou cachorros e depois devolvem, porque o animal é agitado demais, ou quieto demais, ou pequeno demais, grande demais, muito novo, muito velho, não combina com a mobília, estraga a mobília, faz cocô demais, e todo tipo de motivos fúteis.

É uma vida, caramba! Se você tivesse um filho, o abandonaria porque ele ficou doente? Porque bagunça demais? Porque não é como você gostaria?

Muita gente acha que animais, principalmente os gatos, “se viram” bem nas ruas. Que vão se curar sozinhos se ficarem doentes, se secarem automaticamente se tomarem chuva ou mesmo se limparem sozinhos e que a comida brota do chão.

Há gente que quer matar todos as gatas da rua porque elas ficam miando quando estão no cio e não o deixam dormir. Engraçado é que essas mesmas pessoas são contra a castração, a maior estratégia para diminuir a população de rua, já que as pessoas continuam a abandonar os bichanos. Essas pessoas querem o quê? Um botão de mute ou de invisibilidade pra esse problema? Isso é infantilidade.

Bom, mas chega de reclamação. Vamos ao que interessa: fiquei sabendo de mais uma instituição, a PEA, que cuida desses animais. Foi criada pela Gaby Toledo, uma publicitária que se apaixonou por animais ao fazer uma campanha sobre essas criaturas. O Mulher 7 x 7 fez uma entrevista com ela.

No site da PEA há um manual sobre o que fazer quando se encontra um animal abandonado. O difícil é que não há lugar para o qual se possa levar o bichano, já que as ONGs estão superlotadas. O jeito é acolher o animal em casa, com os devidos cuidados, até que um lar definitivo seja encontrado.

Para quem quer adotar um bichinho (opção muito mais sustentável do que comprar), existem sites que divulgam os animais. Há tantos gatos e cachorros para doação, que é possível escolher sexo, cor, raça, idade e temperamento. Algumas opções:

Quero um Bicho – PA, PR, RJ, RS, SC, SP
PEA
– SP
Adote um Gatinho
– SP
Cats of Necropolis – SP
Gatinhos de Toda Parte
– SP, RJ, RS, PR, MG
Bichos Gerais – MG
SOS Bichos – MG

Senhora e bebê procuram lar

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Bolota tem o nariz pintado

O Gatoca é um dos meus blogs favoritos. Não por falar sobre gatos, tema que adoro, mas pelo jeito único que a Beatriz Levischi escreve e pelo modo como ela vê o mundo. Em Gatoca, os gatos são chamados de bigodes e têm a chance de ter sua vida renovada, sair das ruas para ganhar um lar de comercial de margarina, como diz a Beatriz.

Não é isso que sonharíamos para qualquer menino de rua? Pois lá em Gatoca agora estão a Bolota e uma gatinha linda, da cor azul, muito rara e muito desejada entre os criadores. A pequena ainda está em tratamento, mas Bolota (que foi praticamente salva da morte) já está disponível para a adoção.

Mesmo que você não pretenda ter gatos, ou adotá-las, vale dar uma mão e divulgar, principalmente para a região de São Paulo?

Alimente o Free Kibble Kat

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foto: Gui Filipe Martins
foto: Gui Filipe Martins

Esse gato parece ter fome, não? Não é coincidência, todos os gatos abandonados são assim, famintos. Só a Bia, do Gatoca, conseguiu descrever a sensação pela qual deve passar um gato abandonado, frequentemente sujeito a acidentes e doenças:

 

“Ele, que ainda se mexia, continuou jogado num canto: três dias arrastando-se em desespero, três dias sem comida, três dias urinando sobre si mesmo.

Animais abandonados são uma questão de saúde pública. Transmitem doenças? Sim. São sujos? Sim. São um incômodo? Sim. E vão continuar assim se ninguém fizer algo por eles. Eles não vão se limpar, se curar, ou mesmo sumir sozinhos. Matar é a solução? Bom, então a gente devia exterminar a humanidade, que é a coisa mais incômoda e suja que já passou por esse planeta.

Ao invés disso, existem abrigos que recolhem, cuidam, e transforam a vida desses gatos, dando um lar pra eles. Sabe aquele gatinho fofo e mimado da sua tia? Pois é, ele vira um deles. E em vez de ser um estorvo na rua, passa a ser a alegria de alguém. Se você não quer adotar, tudo bem. Aqui tem um modo beeem mais simples de ajudar:

Entre no site do FreeKibbleKat e responda à pergunta de múltipla escolha (em inglês). Não precisa acertar. De qualquer maneira você vai estar doando 10 porções de ração a um gato abandonado, sem pagar nada por isso. É só isso. Só um clique, ou dois.

A autora do site, pasmem! É uma menina de 12 anos de idade. Mimi Ausland, da cidade de Bend, nos EUA decidiu ajudar os abrigos do seu estado com o site, e já chegou até a Flórida. As doações podem ser feitas graças a uma parceria com uma empresa de rações.

Se você prefere cachorros a gatos, também pode fazer uma doação no site dos caninos.

Ajudar um gatinho nos EUA soa muito imperialista pra você? Então pode começar por aqui mesmo. No Brasil existem diversos abrigos que cuidam de animais e precisam da sua ajuda:

Gatinhos de Toda Parte
Oito Vidas 
Pet MG 

Aqui em Minas mesmo, tem um abrigo de pessoas caridosas que cuidam de mais de 60 gatos e passam um sufoco todo mês pra pagar as contas. Eles divulgam suas ações pelo orkut. entre no perfil e na comunidade.