Por que Gabriela gostava da palavra “puta”

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Nós inventamos nomes para as coisas que julgamos sujas. Merda, viado, cu, boceta, puta. São os nomes feios, das coisas que devem se manter longe e escondidas. Das coisas que não devem ser mencionadas. E nem escritas.

Gabriela não pensava assim. Ela pensava que o estigma das prostitutas aumentava porque a palavra “puta” era considerada um palavrão. Ela gostava dessa palavra e defendia que as putas fossem chamadas assim.

“As pessoas colocaram na cabeça que eu sou socióloga, apesar de que eu não terminei meu curso. Aí dizem assim: ‘Gabriela, socióloga e ex-prostituta’. É engraçado, porque o que eu não sou, eu sou. E o que eu sou, eu não sou. Para ver a que ponto chega o preconceito. É um absurdo. Eu não sou socióloga, mas eu sou puta. Estou aposentada, mas eu sou”.

No vídeo abaixo você confere um pouco mais da opinião dela.

Nos anos 70 ela se tornou uma das principais ativistas dos direitos das prostitutas no Brasil. Fundou a ONG Davida, que produz ações culturais, e a Daspu, grife que ficou famosa. Morreu este mês, aos 62 anos.

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