Adoção animal

No meio da rua tinha um afago

Postado em Atualizado em

7128119361_953f114dd7_z
Imagem by Giuseppe Martino cc

Eu o encontrei, ou melhor, ele me encontrou apressada, enquanto passava rápido diante de um estacionamento. Mas veio tão feliz ao meu encontro que não pude deixar de parar para lhe dar atenção. Eufórico, começou a pular ao meu redor e jogou as patas no meu colo, com aquela expressão de máxima felicidade que só os cachorros sabem ter. Parecíamos dono e animal nos reencontrando, depois de anos sem nos vermos.

Fiz um afago e olhei em volta, procurando algum tipo de responsável. Ninguém. Magro e sujo, o cão estava mais pra ser de rua do que da casa de alguém. Perguntei ao funcionário do estacionamento. Quem sabe essa responsabilidade não era dele? “Nunca vi por aqui” foi a resposta. Atrasada para o cinema, me pus a andar com o coração doído. Atrás de mim, o animal vinha sorrindo um sorriso besta de língua de fora.

Leia o resto deste post »

O que fazer quando a vizinha espanca o cachorro

Postado em Atualizado em

Muitos devem se lembrar do caso da enfermeira que matou o próprio cachorrinho yorkshire espancado em Goiânia. As imagens dos maus-tratos rodaram as redes sociais e geraram uma onda de indignação. A revolta acabou pressionando as autoridades e resultaram num inquérito e em indiciamento.

Mas muita gente se perguntou (e não posso deixar de me perguntar também) por que ao invés de denunciar, a pessoa que era vizinha da enfermeira escolheu gravar um vídeo e colocar no YouTube. Eu entendo que também seja um tipo de denúncia, mas me parece muito mais uma espetacularização do sofrimento animal.

porpeta
Vitório Porpeta diz: bater em animalzinho indefeso é crime!

Quantas fotos de animais maltratados rodam por aí? Quantas fotos, inclusive, das pessoas que teoricamente espancaram um animal são repassadas em corrente nas redes sociais, muitas vezes até sem provas concretas?

Não seria melhor que, ao invés de divulgarmos, gravarmos um vídeo e levarmos para quem realmente pode punir essas pessoas?

A Bia, do Gatoca, descreve direitinho o que se pode fazer nesses casos. Vale a pena conferir.

.

Gostou do post? Leia mais:
Escolha a sua causa
De sapo a gato
Senso de injustiça é o básico

Senso de injustiça é o básico

Postado em

Essa palestra do pesquisador Frans de Waal é bem interessante.

Ele mostra vários testes de comportamento animal que provam que macacos, elefantes e outros mamíferos sentem empatia, têm senso de colaboração e ficam fulos da vida se acham que estão sendo injustiçados.

Um dos melhores experimentos demontra na prática o que é receber um salário de R$ 600,00 enquanto a madame do outro lado da cidade recebe uma pensão de R$ 60 mil, e o que isso desperta nas pessoas. Quer ver? Avance até os 12 minutos e 44 seg.:

Pois é. Como disse Frans, o macaco da esquerda é aquele pessoal do Occupy Wall Street.

.

Gostou do post? Leia mais:
Um comentário sobre a crise grega
O manifesto de José Saramago
O fio da história

.

De sapos a gatos

Postado em Atualizado em

Lucy antes…

Essa primeira foto foi tirada em fevereiro, no dia que eu resgatei a Lucy. Ela estava magrinha, imunda e esfomeada. De lá pra cá ela foi castrada, vacinada, vermifugada, bem alimentada e o principal: ganhou um local seguro para morar e muitos cafunés. Quatro meses depois, eis o resultado:

… e depois

Essa foto de celular não faz jus ao quanto ela está linda e feliz. É um poço de carinho. Pede colo todo dia e criou o hábito de fazer manha quando eu estou de saída pro trabalho. Brinca de lutinha e de pega-pega com as minhas gatas o dia inteiro. Sinceramente, meu coração aperta muito quando penso em doá-la. Como é que eu entrego essa criaturinha para um estranho?

ooohhh

Quando mostrei essa foto para o dono da banca (que se preocupa e pergunta todo dia sobre ela), ele chegou até a perguntar se era a mesma.

Essa comparação é para mostrar o quanto vale a pena ajudar um animal que vive nas ruas, que sofre. A gratidão deles por nós não tem medida. E o meu caso é ainda bem sem graça se comparado a alguns que já aconteceram na AUG. Outro dia vimos uma gata que antes era super agressiva (a ponto de atacar quando as voluntárias tentavam vaciná-la e medicá-la) se desmanchar de dengos diante dos carinhos da sua nova dona. O fato de se sentirem protegidos e amados é tão importante para os animais, que muitos deles mudam de personalidade na casa da família que o adotou.

Em tempo: a AUG está com uma campanha do agasalho para animais. Vale a pena participar.

**ATUALIZAÇÃO:
É claro que no final ela foi adotada. Por mim. A Lucy é minha e ninguém tasca!

Compre um jornal e ganhe um gato

Postado em

 

Foto por Dani Xavier, voluntária da AUG e catsitter profissional

Certo dia estava eu a caminho do restaurante perto do trabalho, quando me chamaram a atenção para um filhote em frente a uma banca. Como aqui em São Paulo muitas lojas têm gatos, e o bichano dormia em frente às revistas sem a menor cerimônia, achei que já tinha quem cuidasse dele. Qual não foi a surpresa, quando o jornaleiro me disse que o bichinho tinha aparecido ali naquele dia e resolvido “montar acampamento” por lá mesmo. Apesar disso, o dono da banca não parecia achar que o problema era dele (afinal, o problema dos animais de rua nunca é de ninguém, só da prefeitura, que não dá conta de solucionar a questão sozinha, mas enfim…) e me ofereceu a gata, como se fosse um brinde que acompanha a revista.

Já prevendo o desfecho, a frajolinha começou a ronronar feliz e pedir cafuné, provando que a escola da rua lhe ensinou muito bem a arte da chantagem emocional. Meia hora depois eu estava dentro de um táxi, com uma caixa improvisada e sem a mínima ideia do que fazer com aquele projeto de gato, apenas com a certeza que não podia deixar ela morrer sozinha na rua.

Desde então Lucy ganhou nome, lar temporário, banho, doses de vacina e vermífugo. Devorou o primeiro pote de ração como se fosse o fim dos tempos, correu atrás das minhas (duas) gatas até criar amizade e ronronou no meu colo por horas seguidas. Ela também foi castrada e está disponível para adoção na ONG Adote um Gatinho. Me ajudem a divulgar? Doaremos apenas para a grande São Paulo, para apartamentos telados ou casas seguras (onde ela não possa sair para a rua).

E para provar que a Lucy dá de dez em qualquer gato de madame, eis ela na caçada ao misterioso pontinho vermelho:

 

 

Escolha a sua causa

Postado em Atualizado em

 

oiê!

Depois que trabalhei na Oficina de Imagens (ou mesmo antes disso) fiquei com vontade de aderir a todas as causas. Queria ajudar crianças, queria ajudar animais, queria ajudar na conscientização política, enfim: queria fazer alguma coisa pra consertar o mundo (vejam a sensação de onipotência dessa pobre criaturinha). Achei que a melhor solução para isso era montar já uma ONG.

Mas aí, nessas aventuras pelo mundo do terceiro setor, aprendi algumas coisas. A primeira delas: é preciso ter foco. Não adianta tentar abraçar o mundo de uma vez. Isso porque o trabalho nessa área parece simples, mas não é. É preciso estudo, conhecimento, se aprofundar no tema.

A segunda coisa que aprendi é: montar uma ONG não é a solução. Isso porque já existem ONGs demais no Brasil, atuando nas mais diversas áreas. Em vez de abrir mais um pontinho no mapa, o melhor é poupar esforços e ir engrossar o time de uma entidade que já existe. Mesmo que você não encontre exatamente o projeto que quer fazer, é melhor entrar para uma ONG do “ramo” e depois de um tempo propor uma nova iniciativa lá dentro. As entidades já têm o “know-how” e os contatos para trabalhar, e pode ser que elas já tenham tentado fazer o que você propõe antes.

Bom, esse prólogo todo é para contar que quero dedicar um tempo da minha semana para ajudar os animais. Andei pesquisando sobre o assunto e nesse fim de semana visitei a ONG Adote um Gatinho, que atua na grande São Paulo. Como é de se imaginar, lá o trabalho é de recolher gatos das ruas, cuidar deles e encontrar um lar para os bichanos.

O mais incrível desse lugar é que o grupo trabalha há 7 anos totalmente na base do voluntariado. Ou seja: ninguém recebe para estar lá, e no entanto a entidade já encontrou uma casa quentinha para mais de 3 mil gatos. No momento, há cerca de 300 bigodes lá esperando um lar ou se recuparando de doenças e feridas de rua. As despesas são pagas através de doações e vendas de produtos da ONG.

No próximo dia 5, o Adote um Gatinho vai fazer um bazar de natal em São Paulo, de onde esperam tirar uma boa quantia para continuar o seu trabalho. Também há outras formas de ajudar, apadrinhando um gatinho ou comprando na lojinha.

E você? Com que causa tem mais afinidade?

Para ajudar quem ajuda

Postado em Atualizado em

Já falei aqui antes do Gatoca, com o qual sou eternamente apaixonada. Para quem gosta de gatos, pode apostar: Bia Levischi fala desses animais como ninguém. E como ela tem uma casa com jardim e mais de dois cômodos, pode ajudar também alguns animais que são despejados por aí como se fossem lixo.

A ideia é acolher gatinhos que vivem nas ruas, tratá-los (vacinar, castrar, vermifugar, alimentar com carinho e amor até o bichinho ficar forte de novo) e encontrar um lar perfeito para o mesmo, como aquelas famílias de comercial de margarina, onde o bichano rolará feliz para o resto da vida.

Exmplos de transformação e histórias com finais felizes não faltam, como a da Lily e da Bolota (lembra dela aqui?).

Acontece que caridade e boa intenção (ainda) não são de graça nesse mundo em que vivemos, e para cobrir as despesas, são traçadas diversas estratégias. Um delas é a rifa deste arranhador bacanão e de um relógio que é uma gracinha.

Funciona assim: você escolhe o nome de um bigode famoso entre os que ainda estão disponíveis. Cada um custa R$ 10. Você pode pagar via Banco do Brasil:

BB
Beatriz Levischi
Ag: 1561-X
C/c: 6830905-8

Ou Itaú:

Itaú
Textrina
Ag: 0185
C/c: 08360-7

Depois disso é só mandar um e-mail para bialevischi@yahoo.com.br com essas informações:

* Nome completo (o seu!)
* E-mail
* Telefone
* Bigode(s) famoso(s) escolhido(s)
* Data, hora, valor do depósito e banco

Feito isto, espere o resultado do sorteio de dedos cruzados.

Ah, e se tiver procurando um companheiro ideal, o Jacob está esperando uma família de comercial de margarina.