Quando o Estado guerreia e a nação pede paz

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Guerrear nem sempre é vontade de todos

Em tempos de Copa do Mundo, em que todo mundo presta atenção nos esportes (pelo menos em um deles), aqui vai um bom exemplo de como essa atividade pode unir pessoas.

Uma dupla de tenistas resolveu usar a rivalidade entre seus dois países não para se acusarem mutuamente ou alcançar objetivos escusos, mas para fazer uma campanha pela paz.

Roham Bopanna é indiano. Aisan Ul-Haq Qureshi é paquistanês. Por causa de uma região denominada Caxemira, os países de ambos trocam farpas (e algumas bombas) há mais de meio século. Ambas as nações possuem armas nucleares.

Esse é mais um exemplo de que um país pode se declarar inimigo de outra nação sem que isso signifique que seus habitantes pensem da mesma forma. Um bom exemplo disso foi a guerra no Iraque. Não só norte-americanos mas pessoas do mundo todo saíram às ruas para condenar a política bélica de George W. Bush. De fato, na época da reeleição desse líder, foi inclusive criado o site Sorry Everybody, (algo como Foi Mal, Pessoal) em que norte-americanos apareciam em fotos exbindo cartazes nos quais pediam desculpas ao mundo pelo país ter reelegido Bush. O ex-presidente terminou seu segundo mandato com uma das mais baixas aprovações da história. Um dos fatores que contribuíram pra isso foi a guerra em busca de supostas (e nunca comprovadas) armas de destruição em massa no Iraque.

A história tem outros exemplos. O maior deles é a guerra do Vietnã. A pressão popular nos anos 60 foi um dos grandes responsáveis pelo fim dos ataques. Mesmo na Alemanha nazista de Hitler, havia grupos contrários. Quem ver o filme Operação Valquíria pode comprovar. Na Rússia pré-revolução socialista, a manutenção do país na guerra foi um dos gatilhos para derrubar o poder vigente.

Enfim, o mundo está cheio de exemplos disso. Um Estado pode entrar em guerra e o governo investir tudo na destruição de um inimigo. Mas nem sempre o seu povo age da mesma forma e sequer aprova a atitude. Às vezes fora dos gabinetes, das salas fechadas dos palácios, as pessoas conseguem pensar com mais clareza e ver que realmente as coisas não são tão complicadas assim. Que talvez uma pelada numa tarde de sol seja, afinal, a melhor maneira de resolver um impasse.

Talvez os governantes devessem ouvir mais as pessoas para quem governam. Afinal, um líder governa para o povo, não governa o povo.

Um comentário em “Quando o Estado guerreia e a nação pede paz

    Sobre o Rio « Nos olhos de quem vê disse:
    27.novembro.2010 às 14:34

    […] Achei bonito esse apoio da população no combate ao tráfico. Me fez pensar que a favela pode ser um mini estado, sob o domínio de um governo tirano, o dos traficantes.  Eles trazem benefícios que o governo da cidade não oferece, mas não há liberdade, exatamente como aconteceu com o golpe militar e o milagre brasileiro. Nem todos são inocentes, mas há vezes em mesmo quando o Estado guerreia a nação pede paz. […]

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