A dor universal

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cc by tanakawho on Flickr
lama faz bem

Mais de seis bilhões de habitantes, centenas de dialetos, costumes, dezenas de etnias. Mas ainda assim existe uma coisa que liga você, eu e qualquer um com um polegar opositor: a dor. Querendo ou não, um dia todo ser humano sofre, sente dor, medo, desespero. E cada um lida com isso à sua própria maneira.

Tem gente que grita. Grita e xinga a todos. Mas se você ficar quieto o suficiente pra prestar atenção, vai ver que essa pessoa não está gritando com os outros, está gritando com ela mesma. Quando ela diz: “você não presta!” é a dor lá dentro falando. É o medo que ela está colocando pra fora, o medo enorme de que na verdade seja ela que não preste. Isso eu aprendi com a vida. E comigo mesma.

Um dos maiores aprendizados que se pode ter na vida é transformar essa dor enorme em algo bom. É a metáfora que os budistas admiram na flor de lótus: ela nasce da lama mais fétida, mas que por isso é a mais fértil. Se você colher a flor e colocar num vaso com água e açúcar, ela murcha.

Acabei de ler uma história incrível. É sobre a australiana Jacqueline Pascarl. Ela já foi princesa da Malásia e transformou a dor pela separação e o sofrimento dos filhos em aprendizado. Acho que aí está outra coisa universal: a ligação entre mãe e filho. Vale muito a pena ler a história, escrita por Kátia Mello no blog Mulher 7 x7 (que aliás é incrível) e os dois livros que a Jacqueline lançou.

Fica a recomendação.

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