Haiti: como ajudar

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No dia 12 de janeiro deste ano, Porto Príncipe, a capital do Haiti, ficou coberta de cal e sangue. “A cidade parecia uma nuvem de poeira” contou um brasileiro que estava no local. Um terremoto de magnitude 7,3 na escala Richter atingiu uma das regiões mais populosas do país. Os mortos chegam a 14 mil, e a tragédia já é a quarta maior na história dos terremotos na América Latina.

Pais, mães, filhos, namorados, sobrinhos e amigos vagam nas ruas tentando encontrar quem amam. No blog de um grupo de estudantes da Unicamp, que está no local, diz que “desde ontem a população dorme nas ruas, e períodos de silêncio são entrecortados por cânticos e clamores, sobretudo após os tremores”.

O Brasil também sofreu grandes perdas: além de 11 militares que estavam a serviço no país, morreu Zilda Arns, uma mulher de 75 anos que salvou milhares de crianças com a simplicidade de um soro caseiro, e que estava ali voluntariamente. Ela foi a criadora das Pastorais da Criança e dos Idosos.

Há várias formas de ajudar, sobretudo enviando dinheiro:

Cartão de crédito

No site da Oxfam America, é possível doar quantias de US$ 35 a US$ 5 mil.

No Yele Haiti Fund, você colabora apenas uma vez ou pode criar um plano de pagamento. As quantias fizas vão de US$ 25 a US$ 300, mas é possível doar mais.

A Cruz Vermelha dos Estados Unidos e a Mercy Corps também aceitam doações pelo site.

Depósito bancário

A ONG Viva Rio, que desenvolve projetos no Haiti, abriu uma conta para arrecadar doações:

Banco do Brasil
Agência 1769-8
Conta 5113-6

A Cruz Vermelha do Brasil também está recebendo fundos para ajudar as vítimas:

Banco HSBC
Agência 1276
Conta 14526 – 84
CNPJ 04.359688/0001-51.

Essas informações foram retiradas do Estadão, portanto, acredito que são verídicas. Mas eles alertam:

Cuidado com fraudes

O FBI soltou um comunicado na quarta-feira, 13, alertando para as pessoas tomarem cuidado com falsas campanhas de caridade na internet. “As tragédias anteriores trouxeram indivíduos com intenções criminosas para solicitar contribuições”, afirmou.

Na nota, o FBI dá dicas para “ter olho crítico” e conseguir reconhecer uma campanha de caridade falsa.

O Estadão também traz uma comparação mostrando como ficou o palácio presidencial:

Fotos: AP e Reuters. Montagem: Estadão

.Mais do que edifícios, o centro político do Haiti foi atingido. O Congresso também sofreu sérios danos, abalando ainda mais a estabilidade da primeira república negra do mundo.

Otávio Calegari Jorge, um dos brasileiros da Unicamp que está lá, traz uma nova noção ao que poderia parecer apenas mais uma tragédia: “O que presenciamos ontem no Haiti foi muito mais do que um forte terremoto. Foi a destruição do centro de um país sempre renegado pelo mundo. Foi o resultado de intervenções, massacres e ocupações que sempre tentaram calar a primeira república negra do mundo. Os haitianos pagam diariamente por esta ousadia”.

Agora podemos ajudar. Mas e daqui a um ano, ainda vamos nos lembrar do Haiti? É nisso que vale a pena pensar.

Atualização:

Os posts no blog dos pesquisadpores da Unicamp são realmente únicos por sua visão do que ocorreu e do que vai ficar. Tomo a liberdade de transcrever mais um trecho:

“A ONU gasta  meio bilhão de dólares por ano para fazer do Haiti um teste de guerra. Ontem pela manhã estivemos no BRABATT, o principal Batalhão Brasileiro da Minustah. Quando questionado sobre o interesse militar brasileiro na ocupação haitiana, Coronel Bernardes não titubeou: o Haiti, sem dúvida, serve de laboratório (exatamente, laboratório) para os militares brasileiros conterem as rebeliões nas favelas cariocas. Infelizmente isto é o melhor que podemos fazer a este país.

Hoje, dia 13 de janeiro, o povo haitiano está se perguntando mais do que nunca: onde está a Minustah quando precisamos dela?

Posso responder a esta pergunta: a Minustah está removendo os escombros dos hotéis de luxo onde se hospedavam ricos hóspedes estrangeiros. (…) A realidade, no entanto, já nos mostra o desfecho dessa tragédia – o povo haitiano será o último a ser atendido, e se possível. O que vimos pela cidade hoje e o que ouvimos dos haitianos é: estamos abandonados.”

4 comentários em “Haiti: como ajudar

    Matheus araujo disse:
    18.janeiro.2010 às 11:12

    vou fazer minha doação para a ong rio e claro contribuir espalhando essa informação pela internet postando no blog.

      Lalá respondido:
      18.janeiro.2010 às 11:22

      Yeah! De pouco em pouco chegaremos lá.

    cleice aparecida disse:
    14.janeiro.2010 às 10:32

    quero saber como posso ajudar com roupas e matimentos calçados para as pessoas do haiti

      Lalá respondido:
      14.janeiro.2010 às 12:36

      Olá Cleice,
      Não sei como podem ser feitas doações de roupas e mantimentos, já que não se trata de uma cidade do Brasill. Talvez quem saiba mais é o pessoal da ONG Viva Rio, que mantém um projeto lá. O telefone deles é (21) 2555-3750. Espero ter ajudado.

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