Diários de Bicicleta #0

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foto: Renato Targa
foto: Renato Targa

Acompanhe a odisséia de uma garota que quer trocar seu fusca por uma magrela.

Cheguei ao meu limite. Mesmo voltando um pouco mais tarde que o horário do rush, não consigo evitar de pegar engarrafamento, e consequentemente, ficar estressada. Foi num desses engarrafamentos – a fatídica entrada da contorno pra rua que faz o retorno pra pegar a Grão Mogol – que eu pensei: não aguento mais ficar presa no trânsito num trambolho de uma tonelada, que cospe fumaça. Sem falar que dirigir um fusca é quase que aplicar sua força diretamente às rodas. Sem falar que eu quase sempre ando sozinha (meus horários impossíveis têm me impedido de dar caronas). Sem falar que eu gasto mais de R$400,00 por mês com um carro. Sem falar que ele tá cheio de barulhos estranhos, e eu tou sentindo que vai começar a temporada de oficinas outras vez.

Pois foi bem nessa hora que eu pensei: chega! Vou andar de bicicleta. A princípio achei a idéia brilhante. Depois pensei: 40 km por dia em Bh. Será que eu dou conta? Eu, que morria só de caminhar 30 min? Quase desisti. Mas pensei: Ora, deve ter um jeito de colocar um motor elétrico numa bicicleta. E ainda tive a mirabolante idéia de me associar a um inventor amigo da minha mãe pra desenvolver o plano.

Chegando em casa, fui dar aquela pesquisada básica na internet. E descobri que já se fabricam motores elétricos para bicicletas! E melhor: existe uma opção bem potente que faz 60 km/h e tem 90 km de autonomia ( com as baterias certas). A desvantagem? Custa R$2.170,00. Então vai demorar um pouco para eu adquirir um.

Aqui vocês vão poder conferir todas as etapas dessa minha odisséia a caminho de trocar um fusca barulhento por uma magrela silenciosa sem morrer no meio do caminho. Fiquem atentos!

Um comentário em “Diários de Bicicleta #0

    tulio disse:
    18.maio.2009 às 17:20

    Muito legal a iniciativa de reciclar em um momento de descontração! Conheci em Minas Gerais durante um evento no Expominas um trabalho desenvolvido em que todo lixo produzido durante a feira era tratado e separado os orgânicos dos recicláveis e era feito o descarte de maneira ambientalmente correta. Mas não é sempre assim, pra esses eventos são contratadas empresas de limpeza que alugam grandes caçambas e durante o evento vão descartando o lixo sem nenhuma preocupação, assim que ficam cheias essas caçambas são levadas para aterros sanitários (um absurdo) perde-se uma grande oportunidade de reduzir o impacto ambiental.
    Neste evento que participei em que o lixo era reciclado conversei com o coordenador da limpeza e ele disse que era uma iniciativa de sua empresa e uma política que já vinha sendo adotada, mas que faltava por parte dos organizadores de eventos se conscientizarem, uma vez que não são todas as empresas de limpeza que tem esta capacidade e por se tratar de concorrência para contratarem as empresas.
    A limpeza sustentável era executada pela empresa Conceito http://www.conceito-mg.com.br que segundo seu coordenador tem em sua equipe além dos agentes de limpeza treinados, tem também técnicos em gestão ambiental que dão todo suporte e direção no andar da limpeza.
    Muito bom esta iniciativa eu gostei
    Túlio
    BH – Minas Gerais

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